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Renovar auxílio sem contrapartidas pode elevar inflação, alerta Economia

Em nota técnica divulgada na terça-feira (2), a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia afirmou que a eventual recriação do auxílio emergencial sem medidas de corte de gastos pode elevar a inflação e o desemprego no país. A análise alerta que o aumento dos gastos públicos, provocado pela renovação do benefício sem que haja uma compensação em outras despesas, tem o potencial de deteriorar os ativos financeiros do país, como o câmbio, os títulos públicos e a bolsa de valores – afetando consequentemente a economia real, como a subida dos juros e dos preços. “Essa piora reduzirá o poder de compra das famílias, encarecerá o investimento e aumentará o desemprego. O passado nos mostra que o descontrole fiscal prejudica principalmente as famílias mais pobres”, ressaltou a nota da SPE. “Como a inflação e o desemprego afetam desproporcionalmente mais a população carente, o auxílio emergencial pode acabar por prejudicar justamente as pessoas que se queria ajudar”, reforçou o comunicado.

Por que é importante

O alerta da secretaria vinculada ao Ministério da Economia é feito no momento em que o Senado discute a PEC emergencial. Para que haja novos pagamentos do auxílio emergencial, a equipe econômica quer a aprovação da PEC com uma cláusula de calamidade pública, que dispensaria o cumprimento de regras fiscais e liberaria gastos, em troca de medidas de ajuste fiscal

Quem ganha

O compromisso com o equilíbrio fiscal, que é essencial mesmo em um cenário de incertezas

Quem perde

Políticas populistas que no longo prazo impedem o crescimento do país

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