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Produção de soja deve cair para 134,2 milhões de toneladas com seca no Sul

As principais regiões brasileiras produtoras de soja encontram-se em duas situações bem distintas, informa os especialistas da expedição técnica Rally da Safra 2022, que iniciou a avaliação das lavouras no domingo (9). Em parte do país, formada pelo Mato Grosso, Rondônia, Norte do Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a soja mantém excelentes condições, porém os produtores temem o risco de que o excesso de dias chuvosos e nublados prejudique o peso e a qualidade dos grãos.

Já na metade mais ao Sul do Brasil, a falta de chuva e as altas temperaturas desde o fim de novembro causaram perdas irreversíveis ao potencial produtivo das lavouras no Paraná, Sul do Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os problemas foram suficientes para reduzir a estimativa de produção para 134,2 milhões de toneladas, 7% abaixo das projeções pré-plantio, que eram de 144,3 milhões de toneladas. A área plantada é estimada em 40,7 milhões de hectares – 5% maior que a safra passada. Um aspecto importante: é preciso que volte a chover nessa parte do país para que os problemas não continuem se agravando. A produção atualmente projetada é 2,95 milhões de toneladas inferior à da safra 2020/2021. “Os problemas climáticos impedem uma terceira safra recorde consecutiva, depois de 2019/2020 e de 2020/2021”, diz André Debastiani, coordenador do Rally da Safra. A produtividade média de soja do Brasil para a safra 2021/2022 é estimada em 55 sacas/hectare, a menor desde a safra 2015/2016 quando o Brasil registrou 49,3 sacas/hectare.

Segundo os técnicos, é um início de ano frustrante, diante do bom início da safra. A semeadura foi a mais acelerada da história, superando a de 2018/2019, puxada pela regularização antecipada das chuvas em importantes regiões produtoras.

Boa parte das perdas acumuladas se concentra nas lavouras de soja precoce (semeadas na segunda quinzena de setembro e na primeira de outubro), situadas nos estados afetados pela estiagem. Por isso, as maiores perdas estão no Oeste do Paraná, com redução da estimativa de produtividade média no estado para 45,0 sacas por hectare, 26% abaixo dos resultados da safra anterior.

Há perdas significativas também no Rio Grande do Sul, cuja produtividade agora é prevista em 48,0 sacas por hectare, queda de 17% sobre 2020/2021. A falta de chuva e as altas temperaturas prejudicaram boa parte da soja no período crítico de florescimento, aumentando o abortamento de flores e diminuindo o potencial da safra.

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