Solução é defendida por bancos, enquanto governadora busca alternativa
O Banco de Brasília (BRB) enfrenta uma corrida contra o tempo. O Banco Central deu prazo de 21 dias para que o controlador, o Distrito Federal, aporte R$ 6,6 bilhões. A governadora Celina Leão (PP) busca empréstimos no mercado para evitar a privatização, mas enfrenta resistência dos bancos.
O BRB fechou recentemente acordo com a Quadra Capital, que prevê a criação de um fundo de investimento a partir dos R$ 15 bilhões em ativos adquiridos do Master. Parte desse valor, cerca de R$ 3 bilhões, será paga à vista, enquanto o restante será convertido em cotas de um fundo de direitos creditórios. A operação ajuda no caixa, mas não resolve a exigência de capital próprio.
Segundo a coluna de Júlio Wiziack, no UOL, Celina Leão tenta apoio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mas os bancos que o compõem preferem a privatização como saída. Nesse cenário, o BRB seria vendido por R$ 1, com cerca de 45% de seu prejuízo convertido em crédito fiscal para o comprador.
A disputa também tem peso político. Celina aposta no sucesso da operação para fortalecer sua candidatura ao governo do Distrito Federal nas eleições deste ano, após assumir o cargo com a renúncia de Ibaneis Rocha (MDB), que disputará vaga no Senado.
