O Brasil registrou um aumento de 27,1% nas vendas de imóveis residenciais novos (apartamentos) no primeiro trimestre de 2021 na comparação com o mesmo período de 2020. Mesmo assim, em razão da elevação nos preços dos insumos, o avanço observado nos lançamentos foi bastante tímido, subindo apenas 3,7%. As incertezas em relação aos custos dos materiais fizeram a oferta de imóveis cair 14,8% nos três primeiros meses do ano.
Frente ao quarto trimestre de 2020, o número de imóveis lançados no país no primeiro trimestre de 2021 foi 58% menor. Enquanto isso, as vendas tiveram uma queda de apenas 12,4% no mesmo intervalo. Já a oferta final contraiu 13,1% entre janeiro a março contra outubro a dezembro de 2020.
Os números fazem parte do estudo anual Indicadores Imobiliários Nacionais, realizado desde 2016 pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica. De acordo com a CBIC, os dados mostram que a queda nos lançamentos não se deu em virtude da ausência de comprador, mas pela insegurança dos empresários, desestimulados pelos aumentos nos materiais.
