Durante a Febraban Tech 2026, os principais executivos do setor financeiro reforçaram a necessidade de ouvir diretamente os candidatos sobre suas propostas para política fiscal e econômica. Segundo informações do Valor Econômico, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha (imagem), destacou que é preciso discutir medidas concretas para dar sustentabilidade às contas públicas, diante de uma dívida bruta que já se aproxima de 82% do PIB. Ele afirmou que há alternativas capazes de gerar economia de até R$ 580 bilhões, mas que dependem de vontade política.
O CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, defendeu que o debate eleitoral deve ir além da polarização e se concentrar em planos de longo prazo para educação, saúde e economia. Já Gilson Finkelsztain, do Santander Brasil, alertou que o cenário internacional, marcado pela guerra entre EUA e Irã e pela alta global dos juros, exigirá do Brasil um “dobro de esforço” para ajustar suas contas.
Roberto Sallouti, do BTG Pactual, ressaltou que o país precisa abandonar “a mesma receita dos últimos anos” e apostar em produtividade, tecnologia e infraestrutura. Ele afirmou que o ajuste fiscal pode ser feito em um ano, mas que ganhos de produtividade exigem uma agenda de 10 a 15 anos. O presidente da Caixa, Carlos Vieira, destacou o potencial brasileiro em reservas minerais e energia, afirmando que o país está preparado para uma transformação econômica.
Os executivos convergiram na mensagem de que o Brasil precisa de clareza sobre o que os presidenciáveis pretendem fazer entre 2027 e 2030, com foco em equilíbrio fiscal, produtividade e crescimento sustentável.
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