O crescimento da maior economia europeia, a alemã, deve ser mais lento do que o esperado no próximo ano devido às interrupções nas cadeias de abastecimento e à nova onda de infecções por covid-19, avalia o mais recente relatório do Instituto Ifo (Institute for Economic Research). Os economistas e estatísticos rebaixaram a previsão de crescimento de 5,1% para 3,7%. O tombo é significativo e merece atenção. Entenda:
- “Os contínuos gargalos no fornecimento e a quarta onda do coronavírus estão visivelmente desacelerando a economia alemã”, disse Timo Wollmershaeuser, chefe de análises do Instituto Ifo.
- Os ainda não vacinados estão impedidos de entrar em lojas que vendam produtos não essenciais.
- As interrupções causadas nas cadeias de abastecimento pela pandemia levaram à escassez de materiais, desde madeira até semicondutores, criando filas até para produtos básicos.
- A aproximação do inverno europeu deve aumentar os registros de infecções pelo coronavírus, limitando mais ainda a circulação de pessoas e bens.
- A previsão mais baixa pode ser uma dor de cabeça para o novo governo, que assumiu o poder na semana passada com a tarefa de impulsionar o setor produtivo com maciços investimentos em digitalização e projetos climáticos.
- O PIB deverá contrair 0,5% no último trimestre de 2021, informou o Ifo.
- Para 2021 como um todo, o crescimento deve chegar a 2,5%.
- A recuperação ganharia velocidade no segundo semestre de 2022, “conforme a onda do coronavírus diminua e os gargalos logísticos acabem gradualmente”, disse Wollmershaeuser.
- O Ifo atualizou sua previsão de crescimento para 2023 de 1,5% para 2,9%.
O Bundesbank, banco central alemão, deve publicar suas próprias previsões econômicas na sexta-feira (17).
