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O que faz a economia da Alemanha pisar no freio

Da redação
16 de dezembro de 2021

O crescimento da maior economia europeia, a alemã, deve ser mais lento do que o esperado no próximo ano devido às interrupções nas cadeias de abastecimento e à nova onda de infecções por covid-19, avalia o mais recente relatório do Instituto Ifo (Institute for Economic Research). Os economistas e estatísticos rebaixaram a previsão de crescimento de 5,1% para 3,7%. O tombo é significativo e merece atenção. Entenda:

  • “Os contínuos gargalos no fornecimento e a quarta onda do coronavírus estão visivelmente desacelerando a economia alemã”, disse Timo Wollmershaeuser, chefe de análises do Instituto Ifo.
  • Os ainda não vacinados estão impedidos de entrar em lojas que vendam produtos não essenciais.
  • As interrupções causadas nas cadeias de abastecimento pela pandemia levaram à escassez de materiais, desde madeira até semicondutores, criando filas até para produtos básicos.
  • A aproximação do inverno europeu deve aumentar os registros de infecções pelo coronavírus, limitando mais ainda a circulação de pessoas e bens.
  • A previsão mais baixa pode ser uma dor de cabeça para o novo governo, que assumiu o poder na semana passada com a tarefa de impulsionar o setor produtivo com maciços investimentos em digitalização e projetos climáticos.
  • O PIB deverá contrair 0,5% no último trimestre de 2021, informou o Ifo.
  • Para 2021 como um todo, o crescimento deve chegar a 2,5%.
  • A recuperação ganharia velocidade no segundo semestre de 2022, “conforme a onda do coronavírus diminua e os gargalos logísticos acabem gradualmente”, disse Wollmershaeuser.
  • O Ifo atualizou sua previsão de crescimento para 2023 de 1,5% para 2,9%.

O Bundesbank, banco central alemão, deve publicar suas próprias previsões econômicas na sexta-feira (17).

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