Em dezembro, a percepção sobre a situação atual piorou em todos os setores, exceto na Construção. Os índices empresarial e dos consumidores também recuaram, registrando o menor nível desde abril de 2021, aponta a Fundação Getúlio Vargas e Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE) nesta segunda-feira (3).
- O Índice de confiança empresarial (ICE) caiu 1,8 ponto em dezembro, contabilizando a terceira queda consecutiva, agora a 95,2 pontos;
- O Índice de confiança do consumidor (ICC) subiu 0,6 ponto no mês, mas permanece em nível baixo historicamente, agora a 75,5 pontos;
- A percepção empresarial piorou nos dois horizontes de tempo das sondagens, com o Índice de Situação Atual (ISA-E) aos 95,8 pontos e queda de 1,2 ponto e de Expectativas (IEE-E) aos 94,4 pontos e queda de 1,4 ponto, se afastando do nível de neutralidade de 100 pontos. Os resultados do mês confirmam tendência de desaceleração da atividade no último trimestre do ano. A atual tendência está sendo motivada principalmente por fatores econômicos como: inflação, política monetária contracionista e lenta recuperação do mercado de trabalho.
Confiança
- Comércio: a maior queda de dezembro, setor que acumula perda de quase 16 pontos desde agosto;
- Indústria: encerrou dezembro de 2021 perdendo fôlego. O único setor com nível de confiança próximo a neutralidade de 100 pontos;
- Serviços: confiança registrou recuo pelo segundo mês, retornando ao menor nível desde junho de 2021;
- Construção: se manteve relativamente estável ao longo do segundo semestre. Este é o único setor a registrar alta em dezembro;
- Geral: o indicador de incerteza do FGV/IBRE cedeu 7,0 pontos em dezembro, para 122,3 pontos. Este é um reflexo da continuidade da melhora dos indicadores pandêmicos brasileiros, mesmo com disseminação viral moderada e o surgimento da nova variante, a ômicron.
