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Itaú e BTG puxam ciclo de dividendos recorde

Lucas Andrade
10 de junho de 2026
Setor financeiro consolida liderença como maior fonte de renda da bolsa

Durante o governo Lula 3, os maiores bancos de capital aberto do Brasil consolidaram-se como protagonistas na geração de renda para investidores. Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Itaú Unibanco e Santander Brasil já distribuíram R$ 195,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio entre janeiro de 2023 e o primeiro trimestre de 2026. O valor supera em 24% o total pago durante todo o governo Bolsonaro, mesmo com três trimestres ainda por contabilizar no atual mandato.

O estudo destaca que os pagamentos refletem resultados expressivos em um ciclo marcado por juros elevados e lucros recordes. Em 2025, os bancos desembolsaram R$ 85,3 bilhões, o maior volume anual já registrado. O Itaú Unibanco concentrou mais da metade desse montante, com R$ 48,9 bilhões, estabelecendo um recorde histórico individual.

Entre os destaques, o BTG Pactual lidera em crescimento proporcional, com alta de 149% nos pagamentos em relação ao governo anterior. O Itaú também ampliou significativamente sua distribuição, enquanto Banco do Brasil apresentou avanço de quase 28%. Já Bradesco e Santander registraram volumes menores, embora os números ainda possam mudar até o fim de 2026.

A consultoria aponta que parte do recorde pode estar ligada à antecipação de dividendos diante das discussões sobre mudanças na tributação. Desde 2019, os cinco bancos já transferiram mais de R$ 353 bilhões aos acionistas, sendo mais da metade apenas no atual governo. O resultado reforça o papel do setor financeiro como maior fonte de renda da Bolsa brasileira.

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