Pesquisa da Webmotors mostra que 71,4% dos consumidores consideram comprar um híbrido ou elétrico, mas preço e custo-benefício seguem no centro da decisão
O interesse dos brasileiros por carros eletrificados aumentou em 2026, mas o preço ainda aparece como uma das principais barreiras para a expansão desse mercado. Pesquisa do Webmotors Autoinsights mostra que 71,4% dos entrevistados que não possuem um veículo híbrido ou elétrico consideram comprar um modelo do segmento na próxima troca de automóvel.
O percentual representa avanço de 7 pontos percentuais em relação a 2025, quando 64,4% dos consumidores demonstravam essa intenção.
A preferência ainda está concentrada nos híbridos. Entre os participantes da pesquisa, 39,9% disseram considerar um modelo com motorização mista, enquanto 22,6% avaliam tanto híbridos quanto veículos 100% elétricos. Outros 8,9% optariam apenas por modelos movidos exclusivamente a bateria.
A resistência também diminuiu. A parcela dos consumidores que afirmam não ter interesse em nenhum dos dois tipos caiu de 23,9% em 2025 para 15,6% neste ano. Outros 13% ainda não definiram qual tecnologia escolheriam.
Preço ainda limita avanço
O crescimento do interesse não significa, porém, disposição para pagar qualquer valor.
Quase metade dos entrevistados, 47%, considera razoável desembolsar até R$ 100 mil por um veículo eletrificado. Outros 35% apontam como aceitável uma faixa entre R$ 100 mil e R$ 150 mil.
Apenas 14,3% disseram considerar um investimento de até R$ 200 mil.
Os números ajudam a mostrar um dos desafios do setor: ampliar a oferta de modelos eletrificados em faixas de preço mais próximas das expectativas dos consumidores.
Economia pesa mais que apelo ambiental
O custo-benefício aparece como o principal fator levado em conta na escolha de um modelo híbrido ou elétrico, citado por 72% dos entrevistados.
Na sequência estão autonomia, com 43%, reputação da marca, com 37%, e fatores como design, inovação e preocupação ambiental, mencionados por 34%.
O levantamento sugere que a decisão de compra está cada vez mais ligada à economia no uso cotidiano e ao retorno do investimento, e menos exclusivamente à questão ambiental.
Segundo Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors, os consumidores passaram a avaliar os veículos eletrificados de maneira mais prática, considerando o impacto do custo de rodagem no orçamento.
Para o executivo, a expansão do segmento passa pela oferta de modelos capazes de apresentar uma relação mais clara entre o valor pago na compra e a economia gerada ao longo do uso.
A pesquisa ouviu 1,2 mil usuários que acessaram a Webmotors em busca de um veículo em junho de 2026.
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