Com a taxa de fevereiro, o IPC-S acumula alta de 9,30% nos últimos 12 meses
A inflação medida pelo IPC-S, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal, fechou o mês de fevereiro com variação de 0,28%, depois da alta de 0,49% registrada em janeiro.

Os dados do indicador da quarta quadrissemana de fevereiro de 2022, divulgados nesta quinta-feira (3) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mostram que o recuo no preço da gasolina foi o que mais contribuiu para a queda da inflação no mês. Também registraram queda os preços de artigos de higiene e cuidado pessoal, combo de telefonia, internet e TV por assinatura, e os cursos formais. Já os alimentos tiveram leve alta em fevereiro, com destaque para as aves e os ovos.
O economista Paulo Picchetti, coordenador do IPC-S, avalia o resultado do indicador como uma boa notícia a curto prazo, mas alerta que o ambiente de incerteza aumentou bastante com o início da guerra entre Rússia e Ucrânia e também por causa dos problemas climáticos no Brasil.
Com a taxa de fevereiro, o IPC-S acumula alta de 9,30% nos últimos 12 meses.
Influências individuais
Os itens que mais contribuíram para o alívio do IPC-S no fechamento de fevereiro foram gasolina (-0,95% para -1,35%), passagem aérea (-6,65% para -4,09%) e etanol (-4,06% para -5,44%). Tarifa de eletricidade residencial (-1,03% para -0,73%) e perfume (0,76% para -3,00%) completam a lista.
Já licenciamento – IPVA (3,83% para 3,83%), aluguel residencial (1,16% para 1,38%) e cenoura (57,80% para 57,49%) tiveram as maiores influências de alta no resultado quadrissemanal, seguidos por batata-inglesa (14,63% para 17,29%) e refeições em bares e restaurantes (1,09% para 0,95%).
