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INCC-M sobe 0,70% em agosto

Da redação
26 de agosto de 2025
Tendência de aumento nos custos do setor de construção é reforçada pela taxa acumulada em 12 meses, que atingiu 7,49%

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou alta de 0,70% em agosto, porém abaixo da taxa de 0,91% observada no mês anterior. A tendência de aumento nos custos do setor de construção é reforçada pela taxa acumulada em 12 meses, que atingiu 7,49%. Esse resultado representa um avanço expressivo em comparação com agosto de 2024, quando o índice acumulava alta de 4,84% no mesmo período, informou a Fundação Getúlio Vargas Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), nesta terça-feira (26).

O grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,59% em agosto, contra alta de 0,86% no mês anterior. A taxa de variação da categoria de Materiais e Equipamentos passou de 0,84% em julho para 0,56% em agosto, marcando uma desaceleração. Esse movimento reflete uma tendência de alta menos intensa nos preços desses insumos, crucial para a execução de projetos de construção. Nesta apuração, três dos quatro subgrupos que compõem essa categoria exibiram recuos em suas taxas de variação. O principal destaque foi o subgrupo “materiais para instalação”, que viu sua taxa diminuir de 3,81% para 2,47%.

No âmbito do grupo de Serviços, observou-se uma alta moderada em sua taxa de variação, que passou de 1,06% em julho para 0,82% em agosto. Esse decréscimo foi reflexo do item “aluguel de máquinas e equipamentos”, que viu sua taxa diminuir de 0,79% para 0,04%.

A variação do índice de Mão de Obra foi de 0,85% em agosto, marcando um recuo quando comparada ao valor de 0,99% observado em julho. Todas as cidades, com exceção de Porto Alegre, experimentaram desaceleração em suas taxas de variação.

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) apresentou comportamento distinto em várias cidades brasileiras no mês de agosto. Cidades como Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo observaram desaceleração em suas taxas de variação. Em contraste, apenas Porto Alegre experimentou aceleração em sua taxa de variação, refletindo um avanço nos custos de construção nessa localidade.

(FGV)

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