O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou ao presidente Jair Bolsonaro que o orçamento de 2021 será “inexequível” com emendas parlamentares no valor de R$ 48,8 bilhões, acomodadas com manobras contábeis aprovadas pelo Congresso. Diante deste quadro, o governo teria R$ 49,5 bilhões para funcionar até dezembro, uma quantia insuficiente.
Segundo especialistas em contas públicas, a União precisaria de pelo menos R$ 100 bilhões para manter sua máquina em funcionamento até o final deste ano. Mas, por conta das regras de contingenciamento de despesas estatais, após a acomodação das emendas, só resta a metade deste valor para o governo gastar. Com isso, haverá um corte radical no orçamento de alguns ministérios, já que Bolsonaro não quer arcar com o ônus político de vetar o orçamento e desagradar seus aliados no Congresso.
