PATROCINADORES

Exportações de sucata ferrosa caem 21% em maio

Instituto Nacional da Reciclagem (Inesfa) é contra cobrança do PIS e Cofins na reciclagem

As exportações de sucata ferrosa, insumo usado na composição de aço pelas siderúrgicas, reduziram o ritmo de crescimento em maio deste ano, atingindo 26.178 toneladas, queda de 63,5% se comparada a abril, quando chegaram a 71.877 toneladas. Em relação a maio do ano passado (33.060 toneladas), a retração foi de 21%, segundo dados divulgados pelo Ministério da Economia. No acumulado janeiro a maio de 2022, as exportações chegaram a 218.668 toneladas, ante 135.053 toneladas nos cinco primeiros meses de 2021, um aumento de 62%.

De acordo com o presidente do Instituto Nacional da Reciclagem (Inesfa), Clineu Alvarenga, os preços da sucata estavam artificialmente altos no mercado interno em abril e maio e agora começam a se adequar à realidade internacional. Em relação à queda nas exportações, Alvarenga lembra que, com uma demanda maior no país, as exportações tendem a cair, já que o setor só vende no exterior o volume excedente. O Inesfa representa mais de 5,6 mil processadores de sucata ferrosa do Brasil, além dos demais setores de reciclagem.

Conforme a S&P Global Platts, agência americana especializada em fornecer preços-referência e benchmarks para os mercados de commodities, fornecedores de sucata ferrosa para as siderúrgicas brasileiras registraram corte de preços pela segunda semana consecutiva em 13 de junho e aguardam novos cortes programados para a segunda quinzena do mês. Esse corte ocorre mesmo com os estoques baixos nas usinas siderúrgicas.

O Inesfa continua empenhado em obter a isenção do PIS e Cofins na venda de materiais recicláveis à indústria de transformação. Para isso, a Frente Parlamentar dos Recicladores do Brasil quer a aprovação no Congresso do Projeto de Lei 4035, de 2021, de autoria do deputado federal Vinícius Carvalho (Republicanos-SP), que isenta o PIS e Cofins nas operações de venda de insumos recicláveis. A Frente já tem o apoio de 210 parlamentares.

No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão plenária, retomou a incidência do PIS e Cofins na venda de materiais recicláveis, derrubando a suspensão que existia há 15 anos, conhecida como a Lei do Bem (11.196/2005). Essa decisão, que ainda está sendo questionada na Justiça, representa hoje a maior preocupação dos recicladores. Alvarenga diz que a medida “é um grande desestimulo à atividade, que poderá sofrer enorme baque caso o imposto volte a ser cobrado”.

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