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Exame: Fed, Copom, Itaú, CSN e o que mais move o mercado

As bolsas internacionais operam próximas da estabilidade na manhã desta quarta-feira, 3, com investidores à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed). Embora a manutenção do atual intervalo de juros seja consenso no mercado, as atenções estarão todas voltadas para o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, às 15h30.  Há grande expectativa de que Powell faça o anúncio oficial da retirada de estímulos via compra de títulos, o chamado tapering. 

O movimento, que vem sendo sinalizado há meses por membros do Fed, deve ter início em dezembro e mudar toda a dinâmica do mercado de títulos americano, que gradualmente perderá um de seus maiores players, o próprio banco central americano. 

A decisão ocorre em meio aos altos índices de inflação, que vem se mostrando mais persistente nos Estados Unidos do que inicialmente esperado. No discurso de Powell, investidores ainda estarão atentos a possíveis sinais de aumento de juros em reuniões futuras. Ainda que o Fed venha tentando desassociar as duas políticas, o mercado já vê a elevação dos juros como o passo seguinte após o encerramento do tapering, previsto para meados do ano que vem. 

Ata do Copom

Os rumos da política monetária também serão ponto de atenção no mercado brasileiro, com a divulgação da ata da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), às 8h. Na última reunião, o Banco Central acelerou o ritmo de alta da Selic de 100 pontos-base para 150, levando a Selic de 6,25% para 7,75%. No comunicado, o Copom ainda sinalizou um novo ajuste de mesma magnitude para a decisão de dezembro.

Balanços com Itaú e CSN

Além da agenda dos bancos centrais, seguem no radar do mercado os balanços corporativos do terceiro trimestre. O principal destaque do dia será o resultado do Itaú previsto para após o encerramento do pregão. Com a maior participação do setor no Ibovespa, o Itaú será o segundo dos grandes bancos do país a apresentar seus números do período. O primeiro foi o Santander, que superou as estimativas, alimentando as expectativas para os resultados de seus concorrentes.

Outro destaque da temporada de balanços será a CSN, que irá divulgar seu resultado nesta noite junto com a CSN Mineração. O consenso da Bloomberg é de que a siderúrgica apresente receita líquida de 12,51 bilhões de reais, com Ebitda ajustado de 5,40 bilhões de reais. Também irão reportar balanços nesta quarta-feira (3) PetroRio, Rede D’Or, Arezzo, Cielo, Copasa, GPA, Marcopolo, Pague Menos, Ultrapar, Unidas e AES Brasil.

Retrovisor

Enquanto a bolsa esteve fechada devido ao feriado de Finados, na terça-feira, 2, o EWZ, ETF negociado nos Estados Unidos que representa as ações brasileiras, fechou em queda de 1,81%, na contramão dos principais índices americanos, que renovaram recordes na última sessão. 

A queda do EWZ teve grande influência das ADRs da Vale, que tombaram 4,43%, seguindo a desvalorização do minério de ferro, que havia fechado na mínima em mais de um ano, abaixo de 600 iuanes por tonelada, em Dalian. Nesta quarta, a commodity fechou próxima da estabilidade na China. 

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