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Elevação do frete marítimo ameaça retomada econômica global

De acordo com a Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) em relatório divulgado na quinta-feira (18), as altas tarifas dos fretes marítimos ameaçam a recuperação da economia mundial e devem elevar significativamente os preços ao consumidor em 2022. Segundo a análise, se o aumento do custo dos fretes for mantido, os preços de importação serão elevados a uma média 11% e os preços globais ao consumidor deverão ter alta de 1,5% em 2023.

O documento da Unctad aponta que o comércio marítimo teve queda de 3,8% em 2020, refletindo um choque inicial causado pela pandemia, mas se recuperou no final do mesmo ano, com uma estimativa que aumente 4,3% ainda em 2021. As perspectivas de médio prazo para o comércio marítimo permanecem positivas, mas sujeitas a riscos e incertezas crescentes.

Crise dos contêineres

A alta do frete se soma a crise dos contêineres deste ano e, que tem sido um dos grandes desafios do mercado internacional. Com a volta das atividades econômicas após meses de paralisação devido à pandemia, o translado de mercadorias se reaqueceu devido à forte demanda, elevando os valores dos fretes. Porém, na esteira dessa demanda reprimida que se solta, em setembro deste ano, players como Estados Unidos, União Europeia e parte da Ásia, demandaram mais contêineres para escoar suas mercadorias, afetando países como o Brasil. Em julho, uma pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontava que entre 128 empresas e associações industriais, mais de 70% relatava sofrer com a escassez de contêineres ou navios e mais da metade, a época, cancelou ou suspendeu suas viagens programadas.

A união do alto custo previsto pela Unctad, a falta dos contêineres que ainda afeta o translado internacional de mercadorias e dessa forma, as importações e exportações brasileiras, o país deve encarecer ainda mais seus preços no mercado interno, em meio a alta inflacionária e cambial, piorando o cenário macroeconômico.

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