Moeda opera em queda de 1,14%, cotada a R$ 5,25, acompanhando o tombo de 13% no petróleo; mercado reage ao alívio temporário nas tensões no Oriente Médio
Após uma sexta-feira de forte estresse, o mercado de câmbio brasileiro iniciou esta segunda-feira (23) em busca de correção. O dólar à vista recua 1,14%, negociado a R$ 5,2532, reagindo ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que adiou por cinco dias os ataques militares planejados contra a infraestrutura energética do Irã.
O movimento marca uma reversão parcial da alta de 1,84% registrada na última sessão, quando o receio de uma guerra total levou a moeda a fechar em R$ 5,31. O alívio global também é sentido nas commodities: o petróleo chegou a despencar mais de 13% no exterior logo após as declarações de Trump sobre negociações “produtivas” para uma resolução das hostilidades.
Trégua de cinco dias e cautela
A calmaria, no entanto, é vista com cautela pelos investidores devido ao desencontro de informações:
- Lado Americano: Trump afirmou no Truth Social que houve avanços significativos no fim de semana e ordenou ao Departamento de Guerra o adiamento da ofensiva.
- Lado Iraniano: Teerã negou qualquer comunicação direta com Washington, embora fontes indiquem que países como Turquia, Egito e Paquistão estejam atuando como mediadores.
O ultimato de Trump para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz venceria na noite de hoje. Com o adiamento, o mercado ganha fôlego, mas a volatilidade permanece alta enquanto as ameaças de retaliação contra bases americanas e infraestruturas de Israel continuam no radar.
Atuação do Banco Central
Para conter oscilações bruscas e garantir a liquidez do mercado doméstico, o Banco Central do Brasil programou duas intervenções para hoje:
- 10h30: Leilão de linha de US$ 2 bilhões (venda de dólares com compromisso de recompra).
- 11h30: Leilão de até 60.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem de vencimentos de abril.
