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Diário de NY: André Esteves, Arthur Lira, Paul Polman e Mansueto Almeida

A Brazilian Week desta terça-feira começou com o café da manhã do BTG Pactual, que reuniu mais de 300 empresários, executivos e profissionais do mercado financeiro. O evento contou com o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (imagem), e apresentou um bate-papo entre o presidente do Conselho do Banco, André Esteves, e Mansueto de Almeida, economista-chefe da instituição financeira.

Lira fez o que se esperava dele: traçou um panorama otimista de forma sóbria e tentou manter uma certa independência do governo federal – algo que só existe no discurso; a prática, porém, é outra. Alguns highlights do discurso de Lira:

+ “O centro tem feito a moderação que evita os extremos; lutamos para que os poderes se auto-contenham”.

+ “Precisamos de um país sem paixões políticas”.

+ “Não existe esse eufemismo de que uma urna funciona e outra não. Eu fui eleito seis vezes nesse sistema e ele é confiável”

+ “Votamos matérias que vão gerar oportunidades de investimentos superiores a R$  800 bilhões”.

+ “O Brasil continuará um país de centro direita, independente do resultado das eleições presidenciais; teremos cerca de 300 parlamentares alinhados com essa corrente”.

+ “Defendo a mudança no sistema de governo. Na prática, a Constituição é parlamentarista. Em um país como o nosso, em que o presidente preços de 70 milhões de votos, fica difícil votar matérias difíceis. Assim, o presidente escolheria o primeiro-ministro, que lidaria com essas questões. Mas vejo essa mudança apenas para 2030, isento de parcialidade”.

+ “Se o presidente coopta parlamentares é toma-lá-dá-cá; se não faz isso, o presidente é fraco”.

A conversa de Mansueto com Esteves foi descontraída e marcada pelo otimismo. O ex-secretário do Tesouro reforçou que o Brasil deve terminar o ano de 2022 com superávit primário, o que pode ser bom para a condução da economia e o combate à inflação. Esteves exaltou o empreendedorismo nacional e a excelência administrativa das empresas privadas. Para exemplificar essa situação, citou alguns dos presentes – incluindo Luiza Helena Trajano, que estava presente, e Stéphane Engelhard, do Carrefour. Mansueto afirmou que não importa quem será eleito em 2022. “O esforço fiscal continuará, não importa quem seja eleito”.

Luiza Helena, que estava na plateia, deu um show à parte. Fez várias observações, arrancando risadas do público, mas também soube falar sério: cobrou rapidez nas reformas necessárias para a modernização do país, em recado endereçado a Lira. O resultado? Recebeu uma salva de palmas dos presentes.

Ela também esteve presente no evento realizado à tarde no edifício-sede da Organização das Nações Unidas, uma parceria entre a iniciativa Aya (uma sociedade entre Patrícia Ellen e Alex Allard) e MR. Luiza sugeriu a MONEY REPORT que apoiasse o Grupo Mulheres do Brasil em suas iniciativas para discutir questões ligadas à agenda ESG – convite aceito imediatamente. No primeiro painel, Paul Polman, ex-CEO da Unilever, resumiu a relação atual das empresas em relação à temática ambientalista: “O custo de não fazer alguma coisa nas empresas é maior do que fazer alguma coisa”. Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, foi além: “As empresas brasileiras precisam colocar as questões relativas ao ESG em seu core business”. Somente assim é que teremos uma quebra de paradigmas ou de conceitos dentro das companhias – e, dessa forma, talvez possamos encontrar o melhor caminho para reduzir a distância que existem entre os nossos empresários e os da Europa e Estados Unidos. Pelo menos nos tópicos relativos ao universo ambiental.

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