Depois do tombo provocado pela crise do novo coronavírus em março e abril, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), divulgado nesta quarta-feira (24) pela Fundação Getulio Vargas, subiu pelo segundo mês consecutivo. O indicador avançou nove pontos na passagem de maio para junho, para 71,1 pontos – em uma escala de zero a 200 pontos. Segundo Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das sondagens, o resultado aponta uma tendência de recuperação. “Houve nova redução do pessimismo em relação ao futuro próximo e, desta vez, também uma discreta diminuição da insatisfação com a situação corrente. As expectativas em relação à economia parecem influenciadas por uma esperança de que a flexibilização das medidas de isolamento social leve a uma melhora das condições do mercado de trabalho, aliviando, assim, as finanças familiares”, observou. “Ainda é cedo, contudo, para se vislumbrar uma melhora consistente do consumo das famílias, como ilustra o indicador de ímpeto de compras de bens duráveis, que continua oscilando próximo aos níveis mínimos históricos”, acrescentou. Em junho, houve melhora das avaliações sobre a situação atual e das expectativas em relação aos meses seguintes. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 5,6 pontos, para 70,6 pontos, interrompendo uma sequência de três meses seguidos de queda. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 11,1 pontos para 72,8 pontos, acumulando 17,8 pontos de alta nos dois últimos meses, recuperando 47% das perdas entre março e abril.
