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Confiança do setor de serviços sobe 2,1 pontos em maio

Da redação
30 de maio de 2022
Alta do mês foi influenciada tanto pela melhora no volume de trabalho quanto pela evolução favorável das expectativas

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 2,1 pontos em maio, para 98,3 pontos, o maior nível desde outubro de 2021 (99,1 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice segue a tendência positiva ao subir 3,0 pontos. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (30) pela Fundação Getúlio Vargas Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE).

“A confiança do setor de serviços segue em trajetória favorável pelo terceiro mês consecutivo. A alta desse mês foi, mais uma vez, influenciada tanto pela melhora na percepção do volume de serviços no mês quanto pela evolução favorável das expectativas. Outros pontos positivos são a aproximação do nível neutro de 100 pontos e a disseminação entre os segmentos. No curto prazo, ainda é possível imaginar uma continuidade da trajetória positiva com a liberação de recursos que podem estimular a demanda, recuperando assim, as perdas ocorridas ao longo da pandemia. No médio e longo prazo, o ambiente macroeconômico desfavorável parece ser um fator impeditivo”, avaliou o economista do FGV IBRE, Rodolpho Tobler.

A alta do ICS atingiu 9 dos 13 segmentos pesquisados. O resultado deste mês foi influenciado tanto pela melhora na avaliação das empresas sobre a situação atual quanto das perspectivas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-S) avançou 2,1 pontos, para 98,1 pontos, maior nível desde dezembro de 2013 (99,1 pontos). O Índice de Expectativas (IE-S) subiu 1,9 ponto, para 98,5 pontos, maior nível desde dezembro de 2021 (98,7 pontos).

Indicador de Desconforto

A alta do Índice de Situação Atual (ISA-S) nos últimos três meses contribuiu para interromper o período de queda do índice em médias móveis trimestrais. Na passagem de 2021 para 2022, o ISA-S vinha perdendo força da recuperação iniciada no início do ano passado, mas com as recentes altas, a virada para o segundo trimestre foi positiva. No mesmo período, o Indicador de Desconforto (composto pela média das parcelas padronizadas demanda insuficiente, taxa de juros, problemas financeiros, pandemia, fatores políticos e econômicos como limitações a melhoria dos negócios) também mostra sinais de recuperação e agora o indicador em médias móveis trimestrais registra a menor distância desde o início da pandemia para o ISA-S na mesma métrica (21,6 pontos).

(FGV)

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