Com o recuo, índice atinge 92,9 pontos em uma escala de 0 a 200
O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 0,8 ponto em março, para 92,9 pontos. A queda do mês praticamente anulou toda a alta de fevereiro. Em médias móveis trimestrais, o índice voltou a recuar desta vez, 1,3 ponto, o que configurou a terceira redução consecutiva. Os dados são da Fundação Getulio Vargas (FGV) desta segunda-feira (28).
A queda do ICST, neste mês, resultou exclusivamente da piora das expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Expectativas (IE-CST) caiu 3,8 pontos, para 93,9 pontos, menor nível desde maio de 2021 (89,0 pontos). Esse resultado se deve a piora das perspectivas sobre demanda cujo indicador recuou 3,2 pontos, para 97,9 pontos. Para os próximos seis meses, o indicador que mede a tendência dos negócios caiu 4,4 pontos, para 89,8 pontos, menor nível desde abril de 2021 (87,4 pontos).
Por sua vez, o Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 2,1 pontos, para 92,0 pontos, a primeira alta neste ano. O resultado do ISA-CST foi influenciada exclusivamente pelo indicador que avalia a carteira de contratos, que subiu 4,4 pontos, para 94,4 pontos, maior patamar desde janeiro de 2014 (96,2 pontos). Já o indicador que mede a situação atual dos negócios se manteve estável ao variar – 0,1 ponto, para 89,8 pontos.
O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da Construção melhorou pelo segundo mês crescendo 0,8 ponto percentual (p.p.), para 76,0%. O Nuci de Mão de Obra e Nuci de Máquinas e Equipamento contribuíram positivamente, com variações de 0,8 e 1,3 p.p., para 77,4% e 70,5%.
Melhora generalizada
Por ser um setor de ciclo longos, a produção não começa imediatamente após a realização do negócio, seja ele uma venda no mercado imobiliário ou o fechamento de uma concessão. Há um tempo para se traduzir em atividade. Assim, a despeito do cenário mais negativo para os novos negócios, a atividade está em melhor posição do que estava no ano passado.
