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CNC: impacto de novas parcelas do auxílio no comércio será oito vezes menor

Uma avaliação da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada nesta quarta-feira (7), indica que o impacto das novas rodadas do auxílio emergencial no comércio varejista deve ser oito vezes menor do que no ano passado. A previsão da entidade é 31,2% do que for sacado pela população atendida serão gastos no setor.

Em 2020, o comércio teve uma injeção de R$ 103,8 bilhões com recursos do benefício, o que equivale a 35,4% do que foi destinado à população. Segundo a CNC, o valor foi importante para a retomada econômica do comércio na primeira fase da pandemia. Na nova etapa de pagamentos, R$ 12,75 bilhões devem ser gastos no setor.

O auxílio emergencial de 2020 teve parcelas iniciais de R$ 600, que depois foram reduzidas para R$ 300. Neste ano, será pago um valor médio de R$ 250, que pode variar de R$ 150 a R$ 375. No total, o programa pagou R$ 295 bilhões de reais a 68 milhões de pessoas no ano passado e, neste ano, deve transferir R$ 44 bilhões a 45 milhões de pessoas.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, apesar da redução, o benefício é uma medida positiva como estímulo à economia e garantia à população. Tadros observou ainda que a oscilação do poder econômico ao longo do ano passado teve relação com esse e outros fatores, e que os períodos mais dramáticos para o comércio foram os “de determinação de lockdown”. “É preciso observar que, a partir de setembro, quando o auxílio foi reduzido à metade, o varejo conseguiu manter as vendas aquecidas. Isso porque há fatores que também impactam a capacidade de consumo da população, como o nível de isolamento social, as condições de crédito e a inflação”, comentou.

O economista Fábio Bentes, responsável pelo estudo, destacou que, por ser ainda mais contingencial que no ano passado, o novo auxílio emergencial dá baixa margem para perspectivas de consumo. “As famílias vão precisar escolher o gasto. Por isso, para além do consumo básico, como alimentação, a preferência vai ser o abatimento de uma dívida. Ou até guardar esse dinheiro para uma situação de necessidade.”

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