Para Ricardo Torres, da Seafood Show Latin America, avanço da aquicultura e aumento do consumo criam novas oportunidades para o país
O mercado mundial de pescado movimentou US$ 184 bilhões em comércio internacional, segundo o relatório The State of World Fisheries and Aquaculture 2026, da FAO.
O estudo mostra ainda que o consumo global chegou a 21,3 quilos por pessoa ao ano. No Brasil, esse volume é de 12,6 quilos, segundo o Anuário Seafood Brasil, mas segue em crescimento.
A produção mundial de animais aquáticos e algas alcançou 235 milhões de toneladas. Pela primeira vez, a aquicultura superou 100 milhões de toneladas de animais aquáticos produzidos, enquanto a pesca extrativa permaneceu relativamente estável.
No Brasil, a piscicultura chegou a 1,011 milhão de toneladas em 2025, alta de 4,41% em relação ao ano anterior. A tilápia respondeu por cerca de 70% desse volume, com 707,5 mil toneladas.
No comércio exterior, os Estados Unidos seguem entre os principais destinos do pescado brasileiro. Após o impacto das tarifas impostas no ano passado, que provocaram queda de 39% na receita e de 41% no volume exportado no primeiro trimestre de 2026, a isenção de alguns produtos ajudou a recuperar parte da competitividade. A Abipesca projeta exportações de cerca de US$ 600 milhões.
O mercado interno também cresce. O faturamento das seções de peixaria dos supermercados passou de R$ 4,44 bilhões em 2020 para R$ 12,33 bilhões em 2024, avanço de 178%, segundo a Associação Brasileira de Supermercados.
Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (14) durante coletiva da Seafood Show Latin America, que acontece de 20 a 22 de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo. A edição deste ano reunirá 120 marcas e terá área de exposição 43% maior.
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