Um estudo feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) colocou na ponta do lápis a vantagem econômica de vários tipos de lojas como hipermercados, supermercados e atacarejos: em média, de acordo com o levantamento, a compra de uma cesta básica de alimentos fica 18% mais em conta nos atacarejos. Em determinados produtos, a diferença de valor chega a 33%. A pesquisa vai de encontro com o recente movimento do Grupo Pão de Açúcar (GPA) de vender 71 lojas da bandeira de hipermercados Extra ao Assaí, e mostra que em tempos de inflação, quem ditará o sucesso desses estabelecimentos é o bolso do cliente.
O atacarejo, que antes era preferido de pequenos comerciantes – sobretudo dono de restaurantes e lanchonetes – se tornou o destino dos consumidores pessoa física, em busca de menores preços e custo-benefício. De acordo com a pesquisa anual da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad), o modelo de atacadistas de autosserviço foi o que apresentou o maior número de novas lojas em operação durante a pandemia. Com faturamento de R$ 64,7 bilhões, o setor cresceu 24,9% em 2020.
