Economista aponta que medidas de estímulo ao PIB tornam mais difícil o controle da inflação
O ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga afirmou que falta ao Brasil uma política fiscal capaz de apoiar o trabalho da autoridade monetária. Em entrevista após evento no Rio de Janeiro, o economista criticou a condução das contas públicas pelo governo Lula e disse que “não há Banco Central que funcione bem com política fiscal fraca”. As declarações foram publicadas pela Folha de S. Paulo.
Fraga destacou que o atual cenário, marcado por pressões externas como a alta do petróleo em meio à guerra no Irã, torna ainda mais difícil o controle da inflação. Segundo ele, a ausência de disciplina fiscal gera fragilidades que afetam empresas e o próprio Estado brasileiro.
O Banco Central vem mantendo juros elevados para conter a inflação, com a Selic em 15% ao ano em junho de 2025 e apenas uma leve redução para 14,75% em março deste ano.
A estratégia encarece crédito e investimentos, freando a demanda, mas também reduz o ritmo da economia.
Enquanto isso, o governo tem adotado medidas de estímulo ao PIB desde 2023, o que, na visão de analistas, pressiona a inflação e dificulta a atuação da política monetária.
