Relatório da Moody’s destaca que as economias emergentes da América Latina vêm ampliando a emissão de títulos em moeda local e no mercado doméstico como estratégia para reduzir a dependência de financiamento externo e aumentar a resiliência frente a choques globais.
A agência de classificação de risco aponta que uma base de investidores internos mais ampla e diversificada, aliada a credibilidade fiscal e monetária, contribui para maior estabilidade de rendimentos e liquidez em momentos de estresse.
Países como México, Uruguai, Chile e Costa Rica se destacam por avanços nesse sentido, enquanto outros, como Paraguai e Argentina, ainda enfrentam limitações estruturais e de política econômica.
O relatório ressalta que disciplina fiscal e inflação baixa são fatores centrais para conter o custo da dívida doméstica, mesmo em mercados profundos como Brasil e Colômbia, onde a fragilidade fiscal e a transmissão limitada da política monetária mantêm os custos elevados.
Já em economias menores e com ratings mais baixos, a escassez de poupança interna e a dependência de bancos locais aumentam a vulnerabilidade, podendo inclusive restringir o crédito ao setor privado.
Em contrapartida, iniciativas de fortalecimento da infraestrutura de mercado e diversificação da base de investidores, como na Jamaica e República Dominicana, ajudam a mitigar riscos e ampliar a capacidade de financiamento interno.
