O Ibovespa fechou em alta de 1,52% nesta quinta-feira (9), aos 195.129 pontos. O dólar caiu 0,78%, cotado a R$ 5,06 no encerramento. A alta do petróleo no mercado internacional cravou mais um recorde histórico do índice nacional, ao superar o patamar de 195 mil pontos. O petróleo Brent voltou demonstrar forte volatilidade, com a pressão intensificada pelo fechamento parcial do Estreito de Ormuz por forças iranianas – uma medida que ameaça o escoamento de cerca de 20% da produção mundial de óleo. A retórica do presidente Donald Trump, que promete encerrar o conflito em semanas enquanto mantém a presença militar ativa, gera sinais mistos que impedem uma recuperação mais sólida dos ativos de risco. Por aqui, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Guilherme Mello, declarou que o governo federal seguirá fazendo ajustes fiscais em 2026 a despeito do período eleitoral. Além disso, a Petrobrasdecidiu neutralizar efeitos de preço decorrentes do leilão de gás GLP. O anúncio ocorre e após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter afirmado que iria cancelar o certame, dois dias após sua realização, pontuando que houve um ágio de 100% no preço do produto vendido pela estatal na concorrência e que a população não teria condições de arcar com esse custo.
As maiores altas foram da Nordon (27,78%) e Construtora Adolpho Lindenberg (19,63%). As baixas, Plascar (-26%) e preferenciais da Braskem (-11,84%). Todas as cinco ações mais negociadas apresentaram evolução: preferenciais da Petrobras (2,77%), B3 (2,35%), preferenciais da Cemig (1,58%), Ambev (1,26%) e Cosan (4,58%). O volume negociado foi de R$ 37,12 bilhões.
