O Ibovespa fechou em forte alta de 2,03% nesta quarta-feira (11), aos 189.699 pontos – novo recorde nominal. O dólar caiu 0,18%, cotado a R$ 5,18 no encerramento. O índice nacional disparou na sessão, impulsionado pelas ações a commodities, resultados corporativos positivos e uma nova pesquisa Genial/Quaest, que aponta uma diminuição da distância entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de 7 para 5 pontos percentuainda, animando o mercado com a ideia de uma eventual transição de política econômica. O impulso ganhou força pouco antes da divulgação da pesquisa eleitoral, estimulado também pela abertura dos mercados americanos e apesar de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos sugerirem juros altos por mais tempo lá fora. Lá fora, os Estados Unidos criaram 130 mil vagas de emprego em janeiro, muito acima da expectativa de 55 mil vagas criadas no mês passado. E a taxa de desemprego americana, esperada para seguir estável, caiu de 4,4% para 4,3%, sugerindo um mercado de trabalho bem mais aquecido do que o mercado estimava. Por aqui, o desempenho da Petrobras agradou com o relatório de produção divulgado ontem, enquanto a Suzano caiu no gosto dos analistas depois de reverter um cenário de prejuízo. Já a mineradora Vale, por ser o papel mais líquido do mercado doméstico, funciona como porta de entrada para a bolsa brasileira, por isso tende a ser mais sensível e refletir o apetite gringo por papéis locais.
As maiores altas foram da Suzano (13,32%) e MPM (12,5%). As baixas, Agrogalaxy (-8,49%) e Nordon (-8,16%). Todas as cinco ações mais negociadas apresentaram evolução: preferenciais da Gol (0,03%), preferenciais da Petrobras (1,95%), Eneva (1,97%), preferenciais do Bradesco (2,96%) e Cosan (4,59%). O volume negociado foi de R$ 38,56 bilhões.
