O Ibovespa fechou em alta de 1,52% nesta quarta-feira (28), aos 184.691 pontos. O dólar ficou estável (0%), cotado a R$ 5,20 no encerramento. O índice nacional manteve o ritmo de fortes ganhos da sessão anterior, ganhou quase 3 mil pontos durante a sessão e bateu um duplo recorde com decisão de juros nos Estados Unidos e à espera de uma manutenção da Selic no Brasil. Na sessão, estendeu-se o ritmo de recordes ainda com a forte entrada de capital estrangeiro. Segundo dados da B3, o investidor estrangeiro já aportou US$ 17,7 bilhões no mercado brasileiro neste ano, sendo US$ 2 bilhões somente na última sexta-feira (23). O fluxo de dólares tem impulsionado os pesos-pesados do índice. Vale, por exemplo, subiu mais de 2% e as ações figuraram como as mais negociadas da B3, com mais de 62,8 mil negócios e giro financeiro de 2,25 bilhões. Além do aporte dos gringos, o mercado reagiu à prévia operacional referente ao quarto trimestre. A mineradora produziu 90,4 milhões de toneladas de minério de ferro entre outubro e dezembro do ano passado. O volume representa alta de 6% na comparação anual, mas queda de 4,2% frente ao terceiro trimestre, movimento já esperado pelo mercado por conta da sazonalidade do período chuvoso. Ainda entre os pesos-pesados, a Petrobras engatou o 9º dia de ganhos consecutivos, com apoio do desempenho do petróleo. O contrato futuro do Brent, referência para o mercado mundial, para março encerrou as negociações com alta de 1,17%, a US$ 67,37 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
As maiores altas foram das preferenciais da Raízen (20%) e João Fortes Engenharia (11,88%). As baixas, Ampla Energia (-14,63%) e Azevedo & Travassos (-,8,57%). Todas as cinco ações mais negociadas apresentaram evolução: preferenciais da Raízen (20%), Cosan (3,61%), B3 (2,1%), preferenciais da Petrobras (3,35%) e Cogna (0,88%). O volume negociado foi de R$ 34,11 bilhões.
