O Ibovespa fechou estável em -0,01% nesta sexta-feira (15), aos 136.340 pontos. Na semana, os ganhos são de 0,31%. O dólar caiu 0,35%, cotado a R$ 5,39 no encerramento. A desvalorização da moeda norte-americana perante ao real na semana é de 0,7%. Na última sessão da semana, o índice nacional não conseguiu fôlego para se manter em campo positivo, pressionado pelo mau desempenho das gigantes Vale e Petrobras. Por aqui, os investidores dividiram as atenções nos balanços corporativos do segundo trimestre, marcando o fim da temporada, e as movimentações no exterior. Na sessão, os investidores repercutiram o balanço do Banco do Brasil, que registrou lucro líquido ajustado foi de R$ 3,8 bilhões no segundo trimestre, queda de 60,2%, na comparação com mesmo período do ano passado. Apesar do tombo no resultado, os papéis avançaram. De fora do Ibovespa desde que entrou no Chapter 11, a recuperação judicial dos EUA, as ações da Azul recuaram ao menor valor na história para os papéis da companhia aérea, reagindo à divulgação dos seus resultados de segundo trimestre. Além disso, os desdobramentos do tarifaço promovido pelo presidente norte-americano, Donald Trump, continuam no radar do mercado, especialmente com os novos ataques do republicano. Depois de a inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos ter jogado um balde de água fria nas apostas mais fortes de corte de juros em breve, os investidores ficam atentos a outros dados econômicos por lá hoje, como vendas do varejo, produção industrial e sentimento do consumidor. Por aqui, a Pnad Contínua trouxe dados de emprego e também serve como balizador do futuro da Selic.
As maiores altas foram da Revee (76,37%) e RDVC City (25%). As baixas, Infracommerce (-14,19%) e Ligth (-12,86%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram retração: Banco do Brasil (4,03%), preferenciais da Itaúsa (0,09%), preferenciais da Petrobras (-0,03%), preferenciais da Raízen (-0,95%) e Vale (-0,19%). O volume negociado foi de R$ 24,58 bilhões.
