O Ibovespa fechou em leve baixa de 0,13% nesta quarta-feira (25), aos 191.247 pontos. O dólar caiu 0,6%, cotado a R$ 5,12 no encerramento. Apesar de um novo recorde atingido durante a sessão, o índice nacional não conseguiu fôlego para se sustentar no campo positivo ao final do pregão. No radar do mercado, a pesquisa da AtlasIntel mostrou que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno na eleição presidencial. A situação já estava antecipada pelos investidores na véspera – por isso, a euforia não se sustentou. Ainda por aqui, o Banco Central (BC) divulgou dados sobre crédito que revelaram um cenário ainda conturbado, com juro médio mais elevado e estoque de crédito menor. O cenário estimula a deterioração do consumo das famílias e mexeu com as ações de empresas de turismo e varejo, além das próprias financeiras, com quedas em Itaú, Bradesco e Santander. O anúncio de que a Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep+) deve aumentar a produção de barris em abril, puxou o freio de mão nas ações da Petrobras, um dos pesos pesados do Ibovespa, cujas ações preferenciais operam em leve queda. De modo geral, as ações da mineradora Vale e do Banco do Brasil seguraram o índice e impediram uma queda mais acentuada.
As maiores altas foram da Viver Incorporadora (14,89%) e Alliança Saúde (12,98%). As baixas, Gafisa (-9,13%) e Sondotecnica (-7,69%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram retração: preferenciais da Gol (0,44%), Pão de Açúcar (-2,24%), Cogna (-1,91%), CVC (-5,06%) e Cosan (-4,41%). O volume negociado foi de R$ 28,46 bilhões.
