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Vale e bancos estabilizam sessão e cravam semana no zero a zero

Da redação
26 de setembro de 2025

O Ibovespa fechou estável em 0,10% nesta sexta-feira (26), aos 145.377 pontos. Na semana, as perdas são de 0,33%. O dólar caiu 0,47%, cotado a R$ 5,33 no encerramento. A valorização da moeda norte-americana perante ao real na semana é de 0,34%. Apesar do bom desempenho do setor financeiro, o índice nacional encerrou o último pregão da semana estável, devido à desvalorização dos papéis da mineradora Vale. O pregão também foi marcado pela forte queda da Braskem, que contratou consultores para analisar alternativas para sua estrutura de capital. Após o salto do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos (+3,8%, contra estimativa de +3,3%) ter reduzido para 60% as apostas em mais dois cortes nos juros ainda neste ano, os investidores repercutem a divulgação do índice de inflação preferido do Federal Reserve, o PCE de agosto, que avançou 0,3%. O indicador veio em linha com as expectativas do mercado. Com os indicadores mostrando uma inflação persistente e certa resiliência da economia americana, as chances de o Fed realizar uma queda acumulada de mais 50 pontos-base em 2025 caiu e boa parte do mercado passou a esperar uma pausa em outubro. Certos de que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve sustentar a taxa Selic em níveis elevados pelos próximos meses, sem pressa para reduzir os juros, os investidores seguem de olho em Nova York, e nos sinais do Fed, que vêm exercendo influência na cena doméstica. Por aqui, o país terminou 2024 com um estoque de US$ 1,141 trilhão em investimento estrangeiro direto, o que representa quase metade (46,6%) do Produto Interno Bruto (PIB). Essa marca é um recorde na série histórica do Banco Central (BC).

As maiores altas foram da Azevedo & Travassos (29,41%) e preferenciais da Azevedo & Travassos (25,71%). As baixas, Belora (-34,18%) e Braskem (-14,81%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram evolução: preferenciais da Gol (5,31%), preferenciais da Azul (17,14%), preferenciais da Raízen (0,98%), B3 (2,08%) e Cosan (-0,48%). O volume negociado foi de R$ 15,95 bilhões.

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