O Ibovespa fechou em alta de 0,90% nesta segunda-feira (15), aos 143.546 pontos – renovando a máxima histórica. O dólar caiu 0,61%, cotado a R$ 5,32 no encerramento. Embalado pela expectativa de queda nos juros dos Estados Unidos, o índice nacional abriu a semana no azul, voltando a rondar o patamar máximo. Com isso, os investidores aguardam a tradicional Superquarta, com a definição da taxa de juros no Brasil e nos EUA. Na sessão, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o governo Donald Trump deve anunciar novas medidas contra o Brasil na próxima semana em resposta à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Uma eventual retaliação de Donald Trump já era aguardada pelo mercado após o próprio republicano tecer criticas ao resultado do julgamento. Além disso, a semana começa com dados importantes no radar. Além das estimativas do Boletim Focus, há o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), conhecido como “prévia do PIB”. Ambos ajudam os investidores a calibrarem suas expectativas a respeito do que vem por aí. O primeiro mostrou mais uma queda nas projeções da inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025 saiu de 4,85% para 4,83% após se manter igual na semana passada. O segundo, o IBC-Br, mostrou uma queda de 0,5% ante junho. No mês anterior, o índice já havia registrado uma queda, mas de 0,1%. O mercado esperava uma queda de 0,3% no mês. O intervalo das projeção ia desde uma retração de 0,6% a um avanço de 0,9%. Por aqui, os agentes esperam que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a taxa Selic em 15% ao ano.
As maiores altas foram das preferenciais da Cemepe (17,19%) e Braskem (14,82%). As baixas, Revee (-13,48%) e Mangels (-8,55%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram evolução: preferenciais da Gol (1,03%), preferenciais da Azul (7,87%), Cogna (4,11%), Ambev (0,4%) e Banco do Brasil (-2,2%). O volume negociado foi de R$ 17,04 bilhões.
