O Ibovespa fechou em baixa de 0,81% nesta quinta-feira (25), aos 145.306 pontos. O dólar subiu 0,72%, cotado a R$ 5,36 no encerramento. O índice nacional não conseguiu fôlego para operar no campo positivo, pressionado desde o início da sessão por dados econômicos negativos. A prévia da inflação oficial de setembro ficou em 0,48%, impactada pelo preço da energia elétrica. Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) ficou em -0,14%.
Já em setembro de 2024 o indicador marcou 0,13%. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula 5,32%. Pelos dados prévios, a inflação anual se mantém acima da meta do governo de 3% ao ano com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, indo no máximo a 4,5%. Nessa esteira, o Banco Central (BC) piorou sua projeção de crescimento econômico em 2025, chegando a 2%, ante patamar de 2,1% estimado em junho, estimando ainda um crescimento de 1,5% em 2026. No exterior, os dados da economia dos EUA surpreenderam para cima. O PIB do segundo trimestre registrou avanço de 3,8% em base anualizada, ante expectativa da Casa Branca de crescimento de 3,3%. Os dados foram puxados pelo setor de consumo, o que pode dificultar a continuidade do ciclo de corte de juros que o Federal Reserve, banco central americano, começou neste mês.
As maiores altas foram da Emae (16,85%) e Coelce (14,21%). As baixas, Ambipar (-24,44%) e Azevedo & Travassos (-12,5%). Todas as cinco ações mais negociadas apresentaram retração: preferenciais da Agropast (-0,2%), preferenciais da Gol (-4,56%), Sendas Distribuidora (-5,57%), Cosan (-6,27%) e preferenciais da Raízen (-6,36%). O volume negociado foi de R$ 19,72 bilhões.
