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Projeções de inflação mais baixa animam investidores

Da redação
15 de dezembro de 2025

O Ibovespa fechou em alta de 1,07% nesta segunda-feira (15), aos 162.481 pontos. O dólar subiu 0,23%, cotado a R$ 5,42 no encerramento. Embalado por sinais de enfraquecimento da atividade econômica no Brasil e por revisões mais favoráveis para inflação e juros – o que impulsiona os ativos ligados à economia doméstica -, o índice nacional abriu a semana no campo positivo. Por aqui, os investidores reagiram à divulgação do IBC-Br de outubro, que recuou 0,25% na comparação mensal, reforçando a leitura de desaceleração da atividade econômica no fim do ano. O dado fortalece as apostas de que o atual nível restritivo da política monetária começa a dar sinais de efeitos mais claros sobre o crescimento, ainda que o mercado siga dividido sobre quando deve começar o início do ciclo de cortes da Selic. Além disso, o Boletim Focus trouxe revisões mais benignas para o cenário inflacionário e monetário. A projeção para o IPCA de 2025 recuou de 4,40% para 4,36%, enquanto as expectativas para a Selic no próximo ano também cederam. A leitura dos dados ocorre poucos dias após a última decisão do Copom, que manteve a Selic em 15% ao ano e adotou um tom mais conservador no comunicado, indicando porta fechada para cortes já na reunião de janeiro. Mesmo assim, a combinação entre desaceleração da atividade e melhora marginal das expectativas inflacionárias começa a alimentar apostas de que o início do ciclo de afrouxamento pode se aproximar, desde que o cenário fiscal não se deteriore. No campo político, seguem no radar as discussões fiscais em Brasília, com o governo priorizando a tramitação do PLP 128/2025, que prevê um corte mínimo de 10% nos incentivos tributários até 2026. Também pode adicionar algum ruído ao ambiente a análise, prevista para quarta-feira (17), do projeto que altera a dosimetria de penas para crimes ligados a golpe de Estado, tema que mobilizou protestos em diversas capitais no fim de semana. A corrida eleitoral de 2026 continua influenciando o humor dos mercados. Entre os participantes do mercado, permanece a avaliação de que o Centrão tende a se organizar em torno do nome do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), leitura que tem sido associada a uma percepção de menor risco fiscal e político. No exterior, o pano de fundo segue sendo a política monetária americana. Também na última semana, o Federal Reserve cortou os juros para 3,75% ao ano, mas sinalizou cautela adiante. As projeções do banco central indicam apenas um novo corte ao longo de 2026, mantendo os juros em patamar restritivo por mais tempo.

As maiores altas foram das preferenciais da Baumer (18,56%) e Baumer (16,71%). As baixas, Trisul (-23,66%) e preferenciais da Azul (-19,81%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram evolução: preferenciais da Azul (-19,81%), preferenciais da Gol (1,21%), B3 (0,91%), preferenciais da Raízen (-1,18%), e preferenciais da Petrobras (0,38%). O volume negociado foi de R$ 23,51 bilhões.

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