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Pressão sobre juros desanima mercado

Da redação
18 de junho de 2026

O Ibovespa fechou estável em -0,12% nesta quinta-feira (18), aos 168.249 pontos. O dólar subiu 1,24%, cotado a R$ 5,17 no encerramento. O índice nacional não sustentou ganhos em mais uma sessão após juros brasileiros caíram 0,25 ponto percentual – em um sinal de que o mercado está menos preocupado com a Selic, e mais com os juros de vencimento longo, que sobem hoje. De acordo com Bruno Shahini, analista de investimentos da Nomad, a alta do câmbio reflete a reprecificação das expectativas para a política monetária americana após a comunicação mais dura do Federal Reserve, que reforçou a percepção de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos. O movimento impulsionou os rendimentos das Treasuries, fortaleceu o DXY — que voltou a superar os 100 pontos — e reduziu a atratividade relativa dos ativos brasileiros. Ao mesmo tempo, a assinatura do acordo entre EUA e Irã e a consequente queda superior a 3% do petróleo reduziram os riscos inflacionários globais, mas também enfraqueceram os termos de troca da economia brasileira e o suporte vindo das commodities. No mercado local, o corte da Selic e a manutenção da perspectiva de flexibilização monetária contribuíram para reduzir parte do diferencial de juros favorável ao real, ampliando a pressão sobre o câmbio.

As maiores altas foram da Azul (16,67%) e Gafisa (12,98%). As baixas, Contax Participações (-20,69%) e Paranapanema (-14,29%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram retração: preferenciais da Petrobas (0,52%), preferenciais da Itaúsa (-0,15%), Ambev (-0,02%), CPLE (2,45%) e B3 (-1,78%). O volume negociado foi de R$ 25,55 bilhões.

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