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Pressão externa impede ganhos

Da redação
1 de dezembro de 2025

O Ibovespa fechou em leve baixa de 0,29% nesta segunda-feira (1°), aos 158.611 pontos. O dólar subiu 0,43%, cotado a R$ 5,35 no encerramento. O índice nacional abriu a primeira sessão de dezembro no vermelho, com as atenções voltadas para a política monetária local e das principais economias do mundo. Em evento promovido pela XP, em São Paulo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, manteve o recado firme: a taxa Selic deve permanecer em 15% ao ano enquanto não houver sinais claros de melhora no cenário inflacionário. Ele reforçou que não há mudanças em relação à sua declaração da última quinta-feira (27), quando afirmou que a política monetária vem surtindo efeito no cenário macroeconômico, mas de forma mais lenta do que o desejado. Segundo o presidente do BC, não há fatores novos que possam alterar a perspectiva de manutenção da taxa básica de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para quarta-feira (10). As declarações de Galípolo são importantes para o mercado calibrar as apostas para os juros. Nos EUA, o Fed decide os juros na próxima semana. Os investidores apostam em uma chance de 88% de um corte de juros no dia 10 de dezembro. Ainda no cenário internacional, os preços do petróleo aumentam após os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) decidirem manter o nível de produção.

As maiores altas foram da Recrusul (32%) e Bioma Educação (12,98%). As baixas, Oi (-25,93%) e Sequoia (-22,22%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram retração: Oi (-25,93%), preferenciais da Itaúsa (-0,57%), preferenciais da Gol (-0,39%), Cosan (-0,16%) e Lojas Renner (0,06%). O volume negociado foi de R$ 22 bilhões.

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