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Petrobras impede ganhos maiores na sessão

Da redação
6 de maio de 2026

O Ibovespa fechou em leve alta de 0,50% nesta quarta-feira (6), aos 187.690 pontos. O dólar ficou estável em 0,17% cotado a R$ 4,92 no encerramento. Impulsionado pelo otimismo global com as negociações entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio, o índice nacional conseguiu fôlego para fechar o pregão no azul – na esteira da derrubada dos preços do petróleo em mais de 7% e elevando o apetite por risco nas bolsas internacionais. A valorização das ações da Vale, que subiram quase 4% com o avanço dos futuros do minério de ferro na China, e o forte salto da C&A, com alta de até 12% após lucro recorde no no primeiro trimestre, e anúncio de recompra de ações, foram os principais suportes ao índice. Por aqui, os investidores acompanharam a pesquisa Meio/Ideia, que apontou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 45,3% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44,7%. Os dois permaneceram tecnicamente empatados no segundo turno na corrida pelo Palácio do Planalto nas eleições 2026. Apesar da pressão negativa das petroleiras, que acompanharam a queda do barril de petróleo, o humor positivo do exterior e balanços corporativos favoráveis, como os de Iguatemi e Tenda, sustentaram os ganhos. O fluxo estrangeiro contínuo na B3 também contribuiu para a sustentação do índice em meio ao cenário volátil.

As maiores altas foram da Vamos (30,07%) e Haga (19,31%). As baixas, Fiset Turismo (-63,16%) e Oncoclinicas (-34,78%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram retração: preferenciais da Petrobras (-2,86%), preferenciais do Itaú Unibanco (-1,6%), CPLE (-0,94%), preferenciais da Itaúsa (-0,73%) e B3 (1,94%). O volume negociado foi de R$ 29,15 bilhões.

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