O Ibovespa fechou em leve baixa de 0,48% nesta quarta-feira (27), aos 175.744 pontos. O dólar subiu 0,63%, cotado a R$ 5,05 no encerramento. O índice nacional não suportou a pressão externa e concluiu o pregão no vermelho, na esteira da desvalorização da Petrobras e da commodity no mercado internacional. Lá fora, as negociações entre EUA e Irã, mediadas por países como Paquistão e Qatar, avançam lentamente devido a divergências sobre o desbloqueio de ativos iranianos e o controle do Estreito de Ormuz. Esse cenário motivou uma retirada de R$ 13,4 bilhões no fluxo acumulado neste mês. No primeiro trimestre, houve uma enxurrada de investimentos no Brasil – tanto que o saldo no ano ainda é positivo na casa dos R$ 43,4 bilhões. Apesar da continuidade dos ataques entre Estados Unidos e Irã, notícias sobre possíveis negociações para um acordo de paz ajudaram a aliviar os preços do petróleo. Por aqui, a prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), avançou 0,62% em maio, acima das expectativas do mercado. O dado acumulou alta de 4,64%. em 12 meses, acima do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 4,5%.
As maiores altas foram da Oncoclinicas (28%) e Plascar (15,62%). As baixas, Paranapanema (-23,81%) e Nutriplant (-16,32%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram evolução: preferenciais da Petrobras (-1,43%), Cosan (-6,31%), Ambev (0,12%), Assaí (1,54%) e Usiminas (5,9%). O volume negociado foi de R$ 22,84 bilhões.
