O Ibovespa fechou em leve baixa de 0,55% nesta sexta-feira (17), aos 195.733 pontos. Na semana, as perdas são de 0,81%. O dólar caiu 0,19%, cotado a R$ 4,98 no encerramento. A desvalorização da moeda norte-americana perante ao real na semana é de 0,56%. Na contramão das bolsas do exterior, o índice nacional ignorou a melhora de sentimento dos investidores com a desescalada das tensões no Oriente Médio e não sustentou fôlego para reverter o saldo semanal em positivo. Por aqui, os investidores acompanharam novas declarações de autoridades. Entre eles, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a investigação aberta pelos Estados Unidos para analisar práticas comerciais do Brasil com base na Seção 301 da lei comercial norte-americana, “não pode servir como um mero teatro” para validar a imposição de tarifas. Em entrevista à imprensa em Washington, onde participa das “reuniões de primavera” do FMI-Banco Mundial, Durigan disse esperar que todos os pontos levantados pelo governo do país norte-americano e respondidos pelo Brasil sejam devidamente considerados. No saldo semanal, o alívio na escalada do conflito entre EUA e Irã evitou pressões maiores sobre a Petrobras, mas não evitou que o índice fechasse no vermelho.
As maiores altas foram Oncoclinicas (15,33%) e Alphaville (12,5%). As baixas, Fictor Alimentos (-10%) e preferenciais da Bombril (-8,7%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram retração: preferenciais da Petrobras (-4,8%), preferenciais do Bradesco (1,97%), B3 (-1,77%), preferenciais do Itaú Unibanco (-0,38%) e Ambev (-0,65%). O volume negociado foi de R$ 44,72 bilhões.
