O Ibovespa fechou em forte alta de 1,6% nesta terça-feira (11), aos 157.748 pontos – cravando o 12º recorde seguido. O dólar caiu 0,64%, cotado a R$ 5,27 no encerramento. Após a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) apontar que o nível atual da Selic é o suficiente para a convergência da inflação à meta, os agentes do mercado financeiro respiram um pouco mais aliviados. A sinalização ganhou força após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro abaixo do esperado. O resultado foi de 0,09%, o menor índice registrado para o mês desde 1998 e 0,39 ponto percentual abaixo da taxa de 0,48% registrada em setembro. No ano, o IPCA acumula alta de 3,73% – 0,23 ponto acima do teto da meta de inflação estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,68%, abaixo dos 5,17% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%. Lá fora, os agentes financeiros também ficam de olho no avanço nas negociações para o fim da paralisação do governo dos Estados Unidos. O projeto para a reabertura do governo americano passou no Senado ontem à noite e deverá ser votado na Câmara nos próximos dias. Mesmo assim, segue os efeitos do shutdown. Os investidores mantêm atenção nos números de geração de vagas de emprego no setor privado nos EUA. Na ausência de dados regulares e oficiais de emprego, números do setor privado podem servir como uma proxy para o mercado.
As maiores altas foram MRS (27,66%) e Tekno (21,69%). As baixas, Natura (-15,65%) e Cemepe (-11%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram evolução: Vamos (7,3%), Cosan (8,27%), preferenciais da Petrobras (2,97%), B3 (3,43%) e Ambipar (-3,57%). O volume negociado foi de R$ 35,44 bilhões.
