Bolsa brasileira soma 1,43 milhão de mulheres investidoras em renda variável, que já representam 26% da base total e têm valor médio aplicado superior ao dos homens
O contingente de mulheres que investem em renda variável na B3 avançou 41% nos últimos quatro anos, segundo dados divulgados pela bolsa. Apenas em 2025, 54.963 novas investidoras passaram a aplicar em produtos de renda variável, representando um crescimento anual de 3,98%.
Atualmente, o público feminino soma 1.436.232 investidoras, o equivalente a 26% dos 5,5 milhões de investidores cadastrados nesse segmento do mercado brasileiro. No mesmo período de 2024, eram 1.381.269 mulheres, indicando avanço consistente da participação feminina.
Embora ainda sejam minoria em número, as mulheres apresentam maior volume médio investido. O estoque mediano por investidora chega a R$ 3.029, quase o dobro do observado entre os homens, cujo valor mediano é de R$ 1.682.
Avanço regional
O crescimento da presença feminina foi registrado em todos os estados brasileiros entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025. O Tocantins liderou em termos percentuais, com alta de 7,34% no número de investidoras. Na sequência aparecem Amapá (6,95%) e Ceará (6,94%).
Já em números absolutos, São Paulo concentrou a maior entrada de novas investidoras, com 17.768 CPFs femininos adicionados à base da B3. O estado é seguido por Rio de Janeiro, com 6.598 novas investidoras, e Minas Gerais, com 6.089.
Os dados reforçam a tendência de ampliação gradual da participação feminina no mercado de capitais, acompanhada de maior ticket médio e diversificação geográfica, ainda que o gênero feminino represente pouco mais de um quarto do total de investidores em renda variável no País.
