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Mostrar a vida financeira como ela é engaja mais nas redes

Lucas Andrade
4 de maio de 2026
Finfluence, estudo da Anbima, aponta que o público reage mais quando o conteúdo conecta orientações concretas

A 10ª edição do Finfluence, estudo da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Ibpad (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados), mostra que o público nas redes sociais está mais interessado em conteúdos que traduzem o cenário econômico para a vida prática do que em posts sobre produtos financeiros. No segundo semestre de 2025, finanças pessoais lideraram o engajamento, com média de mais de 5 mil interações por publicação, superando política e economia brasileira.

Enquanto posts sobre produtos perderam força, com queda de 19% nas interações, os conteúdos que abordam uso do cartão de crédito, organização de gastos e planejamento financeiro ganharam relevância. A audiência busca orientação concreta em meio à instabilidade, reagindo melhor a quem consegue mostrar como o contexto impacta o dia a dia.

Segundo Amanda Brum, CMO da Anbima, o diferencial está em transformar informação em direcionamento prático. “O engajamento não está mais concentrado no tema mais comentado, mas no conteúdo mais aplicável na vida de quem está assistindo. Em um ambiente mais instável, a audiência busca interpretação e direcionamento.”

A executiva acrescenta que o público se aproxima de quem consegue traduzir o cenário em escolhas concretas. “Quando o conteúdo mostra como aquilo impacta a vida real, ele ganha mais força, Em um cenário com mais conteúdo e mais disputa por atenção, não basta falar do produto certo. O diferencial está em transformar informação em orientação prática. É isso que sustenta o interesse e redefine o que performa nas redes quando o assunto é dinheiro”, completa.

O Finfluence acompanha desde 2020 o comportamento de influenciadores digitais de finanças e investimentos no Brasil, monitorando milhares de perfis em plataformas como X, YouTube, Instagram e Facebook para identificar tendências e padrões de engajamento.

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