O grupo mais demandado foi o de títulos indexados à taxa Selic
Os investimentos no Tesouro Direto alcançaram em março de 2026 o maior valor da série histórica, somando R$ 14,79 bilhões. Foram mais de 1,2 milhão de operações no mês, com emissão líquida de R$ 3,78 bilhões após resgates e vencimentos. As aplicações de até R$ 1 mil tiveram forte participação, representando quase metade das operações, enquanto o valor médio por aplicação foi de R$ 12 mil.
Entre os títulos, os indexados à Selic lideraram a demanda, com R$ 7,8 bilhões em vendas, seguidos pelos papéis atrelados à inflação, que somaram R$ 4,8 bilhões, e pelos prefixados, com R$ 2,2 bilhões. Nas recompras, também predominou o Tesouro Selic, que concentrou quase 70% dos resgates antecipados. Quanto ao prazo, a maior parte das vendas se concentrou em títulos com vencimento entre 1 e 5 anos.
O estoque do programa fechou março em R$ 234,4 bilhões, alta de 3,3% sobre fevereiro e de 42% em relação ao mesmo mês de 2025. Os papéis indexados à inflação seguem como os mais representativos, somando mais da metade do total. Já os títulos vinculados à Selic respondem por 36,4% e os prefixados por 12%.
A base de investidores ativos recuou levemente no mês, para 3,4 milhões, reflexo do vencimento de títulos. No entanto, em 12 meses houve crescimento de 16%. O número de cadastrados no programa segue em expansão, atingindo 35,1 milhões, quase 10% acima do registrado em março do ano passado.
