PATROCINADORES

Investidor não deve tentar adivinhar resultado das urnas, avalia consultor

Da redação
3 de julho de 2026
A recomendação do especialista é focar em estratégias de proteção e diversificação

O Brasil entrou no período eleitoral de 2026 com uma economia que demonstra resiliência, mas cercada por incertezas. A atividade segue firme, a inflação perdeu força em relação aos picos anteriores e o mercado de trabalho continua aquecido.

Ainda assim, o quadro fiscal permanece apertado, com orçamento pressionado por despesas obrigatórias e pouco espaço para investimentos públicos. Nesse ambiente, a condução da política econômica após as eleições será decisiva para manter a disciplina fiscal e a credibilidade monetária.

Segundo Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, o investidor não deve tentar adivinhar o resultado das urnas. O foco deve estar em estratégias, já que a volatilidade é característica de períodos eleitorais.

“Na renda fixa, os títulos indexados à inflação continuam relevantes como instrumento de proteção. Na renda variável, o ano eleitoral reforça a importância da seleção de ativos”, aponta.

“Já setores diretamente influenciados por decisões de governo, como estatais e concessionárias de infraestrutura, tendem a experimentar oscilações mais intensas à medida que o mercado reavalia o risco de interferência política ou de mudanças regulatórias”, acrescenta.

Para Otávio Araújo, o ano eleitoral não deve ser visto como promessa de soluções imediatas nem como motivo para paralisia. O desafio está em conciliar responsabilidade fiscal com crescimento e inclusão, em um cenário que exige disciplina e atenção às escolhas econômicas do próximo governo.

O consultor avalia que, mais do que apostar em quem vencerá a corrida presidencial, o investidor deve preparar portfólios capazes de atravessar diferentes cenários.

“Ancorados em diversificação, proteção contra inflação e foco em qualidade, com atenção especial à coerência das escolhas econômicas pós-eleição, que irão determinar o rumo da economia brasileira nos próximos anos”, completa.

COMPARTILHE:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PATROCINADORES

Leia também