O Ibovespa fechou em alta de 1,69% nesta terça-feira (12), aos 137.913 pontos. O dólar caiu 1,06%, cotado a R$ 5,38 no encerramento. O índice nacional cravou uma sessão de ganhos concretos, avançando mais de 2 mil pontos e impulsionado por dados de inflação abaixo do esperado no Brasil e nos Estados Unidos, reação a balanços corporativos, forte desempenho das blue chips e recordes em Wall Street. No cenário doméstico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,26% em julho, ante expectativa de 0,35%. A inflação acumula alta de 3,26% entre janeiro e julho e de 5,23% em 12 meses. Após o dado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou esperar uma continuidade na trajetória de deflação de alimentos nos próximos meses, entre outras razões, pelo forte desempenho da safra agrícola no país neste ano. O impasse nas negociações comerciais com os Estados Unidos e a expectativa de um plano de contingência para empresas e setores afetados pela tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros imposta pelo presidente norte-americano, Donald Trump, ficaram em segundo plano. Lá fora, os investidores reagiram a dados de inflação nos Estados Unidos, que reforçaram as expectativas de corte nos juros pelo Federal Reserve na próxima reunião, em setembro. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,2% em julho, abaixo do esperado e acumula alta de 2,7% em 12 meses. Embora o CPI não seja o indicador inflacionário de referência para o Fed, o dado é usado para calibrar as expectativas sobre a trajetória dos juros na maior economia do mundo.
As maiores altas foram das preferenciais do BTG Pactual (14,11%) e Revee (13,04%). As baixas, Paranapanema (-8,25%) e Natura (-7,89%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram evolução: preferenciais da Petrobras (0,26%), B3 (-0,86%), preferenciais do Bradesco (2,33%), Vamos (4,8%) e preferenciais da Raízen (1,68%). O volume negociado foi de R$ 24,01 bilhões.
