O Ibovespa fechou em forte baixa de 4,31% nesta sexta-feira (5), aos 157.369 pontos. Na semana, as perdas são de 0,89%. O dólar disparou 2,31%, cotado a R$ 5,43 no encerramento. A valorização da moeda norte-americana perante ao real na semana é de 1,82%. Após renovar o recorde de pontos durante o pregão, o índice nacional afundou em sua maior queda desde 22 de fevereiro de 2021, quando recuou 4,87%. Do céu ao inferno, a mudança de direção ocorreu depois de o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarar que seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), será o seu pré-candidato à Presidência da República em 2026. A informação foi confirmada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A indicação de um candidato de dentro da família Bolsonaro foi digerida pelo mercado como negativa para a direita nas próximas eleições, considerando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará a reeleição. Isso porque a pré-candidatura de Flávio implica que nomes de centro-direita terão menos espaço na disputa. Na visão de investidores, um nome mais ao centro tem mais chances de derrotar Lula nas urnas e realizar um ajuste fiscal nas contas públicas. Ainda pela tarde, a presidente da Petrobras, Magda Chambriar, declarou que a questão societária da Braskem – em que a estatal é a maior acionista – “está bem encaminhada”. “Evoluímos no acordo de acionistas da Braskem. As sinergias são muito grandes, mas é possível sim assumir operação. A preocupação é que toda a engenharia seja mais conectada entre a Braskem e a Petrobras”, afirmou a executiva.
As maiores altas foram do General Shopping (22,62%) e Banese (8,98%). As baixas, Grupo Ser (-13,93%) e Guararapes (-13,08%). Todas as cinco ações mais negociadas apresentaram retração: preferenciais do Bradesco (-6,02%), preferenciais da Gol (-0,19%), preferenciais da Petrobras (-3,44%), Ambev (-2,22%) e B3 (-6,99%). O volume negociado foi de R$ 44,08 bilhões.
