O Ibovespa fechou em baixa de 1,45% nesta quinta-feira (26), aos 182.732 pontos. O dólar subiu 0,69%, cotado a R$ 5,25 no encerramento. Em meio às incertezas sobre uma possível trégua entre o conflito EUA-Irã, o índice nacional não conseguiu fôlego para se manter em campo positivo ao fim da sessão. Após o otimismo da sessão anterior, o mercado financeiro reagiu a sinais contraditórios vindos do Oriente Médio, mesmo com o bom desempenho dos papéis da Petrobras – impulsionados pela valorização da commodity no mercado global. Por aqui, o destaque foi o IPCA-15, divulgado nesta manhã pelo IBGE, que apresentou uma alta de 0,44% em março de 2026, consolidando uma desaceleração em relação ao índice de fevereiro. Esse indicador, que funciona como uma prévia oficial da inflação, reflete um alívio momentâneo no bolso do consumidor. Apesar da leitura mais branda no índice cheio, o cenário global de guerra impõe riscos para as próximas leituras, principalmente através do canal das commodities energéticas. A pressão do petróleo no mercado internacional tende a vazar para os preços domésticos de combustíveis e logística, o que mantém as projeções para o IPCA fechado do ano em estado de alerta.
As maiores altas foram do Grupo Ser Educacional (15,35%) e Banrisul (14,24%). As baixas, Oncoclinicas (-14,66%) e Equatorial (-15,16%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram retração: preferenciais da Petrobras (1,26%), preferenciais do Bradesco (-2,23%), Bradesco (-1,08%), preferenciais da Itaúsa (-1,97%) e Banco do Brasil (-3,77%). O volume negociado foi de R$ 26,10 bilhões.
