O Ibovespa fechou em alta de 1,67% nesta quinta-feira (4), aos 164.455 pontos. O dólar caiu 0,04%, cotado a R$ 5,31 no encerramento. O índice nacional operou durante toda a sessão em forte alta, impulsionado pelos dados do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, que avançou 0,1%, ligeiramente abaixo da expectativa do mercado. Os dados reforçam a percepção de que a economia está desacelerando e abrem espaço para o início do ciclo de afrouxamento monetário pelo Banco Central (BC) em janeiro, o que anima os investidores. Além do PIB, os investidores também monitoraram a agenda econômica. O Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. A LDO estabelece diretrizes para a elaboração e a execução da Lei Orçamentária de 2026. 
O texto segue agora para sanção presidencial. Com a aprovação, a expectativa é que o Congresso vote na próxima semana a Lei Orçamentária Anual (LOA) para o próximo ano. Entre outros pontos, a LDO prevê um superávit de R$ 34,3 bilhões em 2026, o equivalente a 0,25% PIB. O texto estabelece ainda que o governo poderá considerar o limite inferior da meta para fazer limitações de gastos. Lá fora, a possível escolha de Kevin Hassett para o comando do Federal Reserve (Fed) levanta dúvidas sobre a trajetória de cortes nos juros. A perspectiva de juros mais baixos à frente impulsiona as ações cíclicas domésticas, como as da varejista Magazine Luiza, que dispararam com um horizonte de menos juros. Parte do suporte também vem da alta das ações da Petrobras, após a petroleira anunciar ter arrematado os direitos e obrigações da União em Mero e Atapu no Leilão de Áreas Não Contratadas realizado hoje pela Pré-Sal Petróleo S.A.
As maiores altas foram da Biomm (18,21%) e MRS (17,67%). As baixas, preferenciais da PDG (-11,38%) e Log-in (-7,08%). Todas as cinco ações mais negociadas apresentaram evolução: Magazine Luiza (4,09%), Eneva (1,32%), Ambipar (10,34%), B3 (1,69%) e preferenciais da Itaúsa (2,55%). O volume negociado foi de R$ 29,96 bilhões.
