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Escalada de tensões no Irã crava prejuízo na semana

Da redação
20 de março de 2026

O Ibovespa fechou em forte baixa de 2,25% nesta sexta-feira (20), aos 176.219 pontos. Na semana, as perdas são de 0,81%. O dólar subiu 1,79%, cotado a R$ 5,30 no encerramento. A desvalorização da moeda norte-americana perante ao real na semana é de 0,13%. O pessimismo dos agentes financeiros globais tomou conta na última sessão da semana. Sem sinais de desescalada do conflito no Oriente Médio, o mercado doméstico deve continuar refém da volatilidade das commodities e das revisões de inflação no Boletim Focus, que já projeta o IPCA em 4,10% no fim de 2026 – cada vez mais longe dos 3,95% estimados para este ano antes da guerra. Por aqui, a cautela externa continuou a contaminar o mercado. O risco de ingerência na Petrobras diante das medidas do governo para atenuar os efeitos da disparada do petróleo sobre os preços de energia também concentrou as atenções dos investidores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a estatal poderá recomprar a Refinaria de Mataripe (antiga Refinaria Landulpho Alves – Rlam), na Bahia. O resultado semanal foi impactado diretamente pelo clima externo. De modo geral, a possibilidade de uma operação militar americana para retomar o controle de terminais de energia iranianos e desbloquear o Estreito de Ormuz pode dar o prometido fim à guerra. Mas, desde que o Irã provou ter sido subestimado por Trump, resistindo aos ataques militares e políticos e mantendo o Estreito de Ormuz fechado por mais tempo que o esperado, o risco pareceu elevado demais para apostar numa vitória tão fácil do bloco ocidental liderado pelos EUA. O cenário, agora reconhecido pelos investidores, culmina no que pode ser um fim de semana decisivo para o conflito.

As maiores altas foram da Oncoclinicas (15,7%) e Bombril (13,82%). As baixas, Revee (-15%) e preferenciais da Braskem (-14,21%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram retração: preferenciais da Petrobras (-2,37%), Cosan (-2,67%), Ambev (-2,03%), preferenciais da Itaúsa (-2,38%) e preferenciais da Gol (0,7%). O volume negociado foi de R$ 49,45 bilhões.

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