O Ibovespa fechou em alta de 0,61% nesta segunda-feira (29), aos 146.336 pontos – superando o recorde de fechamento mais recente, de 24 de setembro (146.424 pontos). O dólar caiu 0,41%, cotado a R$ 5,31 no encerramento. O índice nacional renovou seu recorde durante o pregão, apoiado pelo avanço das ações do setor financeiro, das elétricas e de mineração. Apesar do mau desempenho da Petrobras, a performance acompanhou o apetite do investidor por mercados emergentes, enquanto segue a incerteza sobre a política de juros nos Estados Unidos. Na agenda do dia, os dados de contratação com carteira assinada, divulgados no início da tarde, pelo Ministério do Trabalho e Emprego, apontaram para um desaquecimento do mercado de trabalho no Brasil. Foram registradas 147.358 vagas com carteira assinada em agosto, volume bem abaixo da mediana das projeções, de 184 mil vagas. O dado pode favorecer uma leitura de que, com menos contratações, o consumo fica desaquecido, com inflação mais controlada – cenário que impacta diretamente na política de juros do Banco Central. Por outro lado, o Caged apontou aumento nos salários de contratação, o que pode gerar um efeito contrário. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, declarou que não há atalhos para a política monetária e que os juros devem permanecer em patamar elevado por um período prolongado. Segundo ele, alterar a taxa básica de forma precipitada poderia gerar mais incerteza e volatilidade.
As maiores altas foram da Ambipar (21,36%) e Braskem (9,18%). As baixas, Gafisa (-17,4%) e Cedro (-9,09%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram retração: preferenciais da Gol (-3,19%), Magazine Luiza (-4,83%), preferenciais da Petrobras (-1,46%), Cogna (3,13%) e preferenciais da Azul (-0,2%). O volume negociado foi de R$ 18,06 bilhões.
